Você está pronto para questionar o seu negócio?

“Em time que está ganhando não se mexe”. 

“Cachorro velho não aprende truque novo”. 

“Sempre fiz assim e deu certo”. 

“Pau que nasce torto nunca se endireita”.

Quantas dessas frases você já ouviu, ou até mesmo falou? Esse medo e insegurança que o novo pode trazer (e que se traduz na crença da impossibilidade da mudança) é algo que vai além da vida pessoal, sendo também bastante comum dentro de organizações. 

A verdade é que a maioria dos profissionais tem pavor a mudanças. E um dado que comprova isso vem de uma pesquisa da consultoria McKinsey: apenas 6% dos executivos está realmente satisfeito com seu desempenho em inovação.

Mas, afinal, qual é o verdadeiro significado de inovar? O ato de inovar significa a necessidade de criar caminhos ou estratégias diferentes aos habituais meios, para atingir determinado objetivo. Inovar é mudar, sejam ideias, processos, ferramentas ou serviços, para obter novos resultados.

Todo mundo quer fazer da inovação uma capacidade cotidiana e em qualquer lugar da empresa. Mas quase todos, e principalmente os líderes, não sabem como a inovação realmente funciona ou como realmente apoiar a inovação

O que te trouxe aqui não será o que te levará adiante

Respondendo a pergunta do título, é questionar se o que trouxe a sua empresa até onde ela está hoje é o que vai levá-la além – é o que vai continuar tornando-a relevante no futuro.

Ideias inovadoras raramente surgem de um momento de “BINGO!”. É preciso cultivar uma mentalidade inovadora dentro da organização, começando do topo e permeando todos os níveis. As empresas precisam aumentar a criatividade, debater novas ideias e incentivar seus funcionários a ir um passo além para pensar fora da caixa.

Invista na cultura do erro

Um passo importante para se desvencilhar das “caixas” é mudar a atitude em relação aos erros. Evitar o erro não é sinal de eficiência. Ter um alto desempenho perpassa por saber os gaps que você tem enquanto profissional, priorizar o que você precisa saber e ser muito bom em encontrar as melhores respostas baseadas em evidências e dados. 

O erro é a oportunidade para experimentação. Em um ambiente controlado, é possível identificar problemas, acertos e oportunidades, além da necessidade de correção e ajustes, se necessário. E é aí que surge a inovação, já que durante essa movimentação, você também encontrará oportunidades que não estavam mapeadas no começo.

A maioria dos ambientes organizacionais não ajuda seus colaboradores a superar o medo do fracasso e a desenvolver habilidades de pensamento inovadoras. Isso acontece porque a maioria das empresas existe para produzir resultados previsíveis, confiáveis ​​e padronizados – qualquer atitude que fuja disso é desencorajada. E nesses ambientes, erros e falhas são ruins. 

Conformismo mata a inovação

Nesse cenário, seus profissionais acabam focando sempre na conformidade e no conformismo. Colaboradores conformistas são incapazes de oferecer soluções ou visões diferentes para tarefas ou problemas do seu dia a dia, propagando uma sensação de inércia, resignação e passividade ao seu redor.

“O conformista entende que não vale a pena um esforço maior para conseguir um resultado melhor e aceita passivamente a realidade que lhe é imposta em todas as áreas da vida, como se fosse adepto da filosofia cantada pelo sambista Zeca Pagodinho ‘deixa a vida me levar, vida leva eu…’”. Fonte.

Empresas que querem continuar presentes na vida dos seus consumidores precisam ter uma cultura onde todos se sintam parte e responsáveis pelos resultados e, para isso, seus profissionais precisam estar confortáveis (e não conformados) nos papéis que executam, encontrando no ambiente de trabalho um cenário sadio e propício ao desenvolvimento.

Tudo isso parece ainda muito idílico, mas diversas empresas no Brasil já vem investindo nessa mentalidade de inovações diárias e pequenas, que vão pavimentando o caminho para grandes saltos. 

A Ambev é um exemplo disso. AB InBev, dona da Ambev no país, figura como a maior cervejaria do mundo, com faturamento anual de cerca de 40 bilhões de dólares, mais de 200 marcas de cerveja e mais de 35.000 colaboradores só no Brasil. Apesar de toda a grandeza, a empresa vem trabalhando para trazer inovação em produtos e experiências para os seus clientes.Felipe Cerchiari, Innovation Director da Cervejaria no Brasil, conta um pouco mais sobre como está sendo esse processo neste episódio do ProTalks. É ver para se inspirar!

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Taynar Costa
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