Personalizar ou perecer

Personalizar ou perecer: como está o seu cenário?

Você sabe que a produção de conteúdo é uma estratégia que ajuda aumentar as vendas e converter as visitações do seu site, certo? Para os profissionais de marketing, essa é uma tarefa que exige conhecimento e que pode acabar gerando dores de cabeça caso os esforços sejam direcionados para o caminho errado (e sim, precisamos falar de segmentação e personalização).

Com base na pesquisa realizada pela IBM, International Business Machines, 56% dos usuários pensam que a comunicação elaborada pela empresas é algo irrelevante e que não possui mais importância no seu dia-a-dia.

Isso significa que os consumidores não estão mais satisfeitos com os métodos tradicionais e que está na hora das marcas alterarem a maneira com que os seus conteúdos estão sendo disponibilizados na web.

Quer mais dados relevantes sobre personalização o assunto?

  • 79% dos consumidores dizem que provavelmente só se envolverão com uma oferta se ela tiver sido personalizada para refletir as interações anteriores que ele teve com a marca;
  • Para 2020, 51% dos consumidores esperam que as empresas antecipem suas necessidades e façam sugestões relevantes antes de entrarem em contato;
  • 63% dos entrevistados ficam muito irritados com a maneira como as marcas continuam confiando na estratégia antiquada de enviar mensagens de anúncios genéricos repetidamente;
  • Se eles recebem ofertas ou descontos personalizados, 63% dos millennials, 58% da geração X e 46% dos baby boomers estão dispostos a compartilhar informações pessoais com as empresas.

Mudanças na comunicação

Sabe-se que os dispositivos e as plataformas de distribuição de conteúdo se desenvolveram, indo além do que só as redes de televisão e rádio. Também compreendemos que a internet é a grande responsável por essa mudança e que ela se tornou um dos principais meios de comunicação entre as marcas e os consumidores.

Seja por meio de tablets, smartphones ou computadores, os consumidores estão adquirindo cada vez mais informações com o uso da tecnologia. O acesso rápido aos conteúdos permitiu que eles aprendessem sobre onde, quando e de quem estão recebendo as informações — o que tem contribuído para que se tornassem mais seletivos quanto ao que procuram em uma empresa.

Um estudo realizado pela Accenture, instituição de consultoria de gestão, tecnologia da informação e outsourcing, apurou que 87% dos consumidores utilizam mais de um dispositivo para acessar conteúdos novos.

De acordo com outra pesquisa realizada pela Infosys, empresa de tecnologia da informação indiana, cerca de 86% dos clientes afirmam que é a personalização dos conteúdos que geram impacto na hora de alguma compra. Ou seja, apenas publicar um conteúdo na web não é o suficiente. É necessário também o cuidado com a forma com que essas informações estão sendo disponibilizadas aos usuários.

Assim sendo, as empresas terão que buscar novas formas para adaptar os seus materiais e mensagens caso queiram continuar atraindo a atenção dos consumidores. Seja por meio de vídeos interativos, imagens, redes sociais ou podcast, elas precisarão ir além e buscar na criatividade uma fórmula para montar uma estratégia focada no seu público certo.

Não à comoditização do conteúdo

Se perguntassem  qual é o foco do seu conteúdo hoje, você saberia responder? Conseguiria dizer se as informações publicadas estão apenas cumprindo uma tabela ou o seu material está realmente sendo produzido de forma estratégica, direcionado ao público certo?

A palavra comoditização, do inglês commodity, significa que aos olhos do cliente não há diferença entre um produto e outro. O que significa que, para o caso de escolher apenas um, o usuário sempre acabará optando por aquele de menor preço. E essa é uma regra que também vale para os conteúdos disponibilizados na internet.

Sabemos que até um tempo atrás esses materiais eram desenvolvidos apenas para esclarecer as necessidades da massa e não necessariamente para atender os requisitos de cada usuário. No entanto esse formato de apresentação de conteúdo (direcionada à um perfil e não à um usuário) foi perdendo espaço e consequentemente tem deixado de ser atrativo aos olhos do consumidor.

A mudança na mentalidade dos usuários tem obrigado as empresas a alterarem também suas estratégias. E embora muitos profissionais de marketing já compreendam o que o cliente moderno busca, existem ainda aqueles que não sabem ou não conseguem direcionar informações assertivas para o público correto.

Por isso, para que consigam acompanhar e atender as necessidades do mercado digital, é importante que as empresas busquem se inteirar para então oferecerem conteúdos capazes de ajudar os consumidores a escolherem entre um produto e outro.

O futuro do marketing é a customização e segmentação

Para impedir a comoditização dos conteúdos, os profissionais de marketing podem recorrer à segmentação e customização de materiais, por exemplo. Ou seja,  identificar qual o seu público-alvo e depois disso elaborar uma estratégia para fornecer informações de maneira personalizada e individual. Embora pareça simples, essa ação é muito importante porque ajuda na construção de um relacionamento sólido entre o cliente e marca.

Por meio disso os profissionais conseguem filtrar as informações mais relevantes e disponibilizar aos consumidores apenas o acesso aos conteúdos indicados. Além da segmentação corroborar para o conhecimento deles, as empresas conseguem também compreender de fato o que eles estão procurando.

Não só isso, como as estratégias de marketing dependem da precisão dos dados para formular campanhas de alta conversão, quanto maior e mais específico forem as informações coletadas, mais fácil será para os profissionais de marketing executar suas estratégias. Acompanhar a movimentação em sites e realizar análises em mídias sociais são alguns exemplos que podem impactar significativamente na hora de mensurar resultados.

Como pode ver, não é necessário muito para começar. É só pesquisar as informações certas nos lugares certos. Se conseguir segmentar clientes e construir um relacionamento sólido por meio da comunicação (com conteúdo realmente relevante aos interesses deles) é só questão de tempo para que o volume de visitações, aquisição e retenção de clientes aumentem.

Para Felipe Spina, head of Growth da Distrito e autor de livros sobre Marketing, personalização tem a ver com a arte de fazer o que não é escalável. Ficou curioso para entender melhor? Vem assistir ao vídeo dele no ProTalks.

 

Taynar Costa
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