Experiência a nova conversão do marketing

[INSIGHTS] Experiência: a nova conversão do marketing

O marketing deve estar morto em dez anos!

Foi essa frase que me fez ler um artigo do Meio e Mensagem. Como assim o marketing vai morrer? 

Calma, gente, essa foi apenas uma chamada – que funcionou muito bem por sinal – para dizer que o marketing está mudando e isso a gente já sabe.

O artigo é basicamente uma entrevista com ninguém menos que Duncan Wardle, ex VP de inovação da Disney. Ao terminar de ler o artigo percebi que eu e Duncan temos a mesma percepção sobre o futuro do marketing. Acreditamos que experiência e histórias é o que irão prevalecer para as próximas gerações. E isso impacta em como estamos fazendo marketing. 

Como fica o marketing digital nesse rolo?

Falando especificamente de marketing digital, onde a experiência de compra começa basicamente nas telas dos computadores e smartphones e não temos contato físico com o produto, o que irá garantir o sucesso da venda é a experiência final, de quando o consumidor está com seu produto em mãos. Ou seja, na maioria das vezes só iremos saber se a experiência é positiva ou negativa desse ponto em diante.

“Chegou, vamo vê se presta!”

Mas e o caminho percorrido até o recebimento do produto ou serviço? Acredito que esse caminho será um decisor muito importante para os próximos anos. 

Por isso eu concordo com Duncan, acreditamos que as marcas que promoverem experiências, contarem histórias criativas e de valor emocional irão se sobressair, e o ato de comprar o produto será apenas mais uma fase simples do processo. E ainda digo que a principal conversão dentro desse cenário será a indicação do cliente para as outras pessoas, a história que ele irá contar para seus amigos e compartilhamento nas redes sociais sobre a experiência. 

Nota-se que o esforço estratégico estará baseado em muita criatividade e storytelling. 

Veja exemplos de campanhas de algumas marcas que focam na experiência

[Walt Disney World]

Um exemplo claro é a Disney, que vende experiência para seus consumidores. Mesmo que você não tenha vontade de conhecer a Disney já ouviu histórias incríveis sobre o lugar. Olha só algumas experiências que a marca oferece pro cliente:

  • Qualquer mulher ou criança pode se tornar uma princesa;
  • Encontrar seu personagem preferido e fazer fotinhos legais;
  • Fazer uma festa de casamento;

Entre outras tantas. Agora, me diga, será que alguém sai de lá sem comprar algum dos produtos da Disney? Óbvio que não! 

Walt Disney World

[Coca-Cola]

E a Coca-cola? Essa sim sabe se comunicar de uma forma quase onipresente dentro de todos os meios de comunicação existentes. Quem aí não lembra dos nomes nas latas? Experiência desde o ponto de venda até o digital. Eu sei que você compartilhou nas suas redes sociais a foto da lata com o seu nome. Confessa vai! 

Um fato curioso: caso você não encontrasse seu nome na lata (PDV), um hotsite foi criado para você desenvolver uma lata virtual com seu nome e compartilhar em suas redes social. Show, né?! 

No período em que rolou a campanha, dentro de mais ou menos um mês, foram confeccionadas e compartilhadas 1,4 milhão de latas virtuais pela rede social. 

Coca-Cola

E para o marketing digital? Como essa experiência irá se concretizar? 

Bom, podemos perceber que não irá mais ser só marketing digital, será apenas marketing! Será apenas um canal de comunicação, e esse canal precisa contemplar experiências por toda a jornada de compra. 

O conselho pode até ser “seja disruptivo”, mas não se engane em quantidade, o consumidor não quer ver um anúncio a cada 3 stories que ele vê no Instagram, por exemplo. É ser disruptivo para pensar em criar uma experiência criativa por toda a jornada de compra e que marque o consumidor positivamente e emocionalmente.

Então, pare, sente e planeje todo o percurso do cliente. Faça um diagnóstico para entender o que já foi feito, veja o que deu certo e errado, identifique os canais que irão compor a ação, personalize o conteúdo, busque referências criativas internacionais, se inspire, chame pessoas de outros departamentos para um brainstorming etc. Esse planejamento precisa sair com objetivos claros e com foco na conversão mais importante para os próximos anos, a experiência do cliente.

  • Quem escreveu: a Dani, ​Strategic Planning da DIWE. Uma mulher que descobriu que ama gastar uma massa cefálica criando planejamentos estratégicos para resolver os problemas dos clientes. Vamos conversar mais? Me chama aqui!

 

Equipe DIWE
Equipe DIWE
0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *