Estratégia competitiva na construção civil: como aplicar as 5 forças de Porter

A quarta revolução industrial disponibiliza uma gama enorme de melhorias e novas possibilidades para as corporações que atendem o mercado da construção civil. A Indústria 4.0 afetou, de modo geral, todo o setor construtivo, desde a grande construtora até o proprietário de uma pequena loja de materiais de construção, tornando indispensável o uso de uma estratégia competitiva na construção civil para sobreviver no mercado.

Este cenário digitalizado e automatizado (e por isso muito rápido, simplificado e eficaz) cria uma competitividade intensa entre as empresas envolvidas em todo cenário da construção civil. Hoje, todos têm acesso a tudo que sai de novo, o quanto custa cada item, como vão as vendas de seus concorrentes e qual o feedback do consumidor para determinado tipo de produto no mercado construtivo. Tudo isso com alguns toques na tela de um smartphone ou poucos cliques no mouse.

Além do fácil acesso a informações relacionadas a todos os participantes do mercado da construção civil, a indústria 4.0 conta com a IoT – Internet das Coisas – que possibilita a conexão de máquinas e robôs no canteiro de obras. Também é possível por meio da IoT, integrada a aplicativos de computadores ou smartphones, identificar falhas no processo produtivo, o que leva a uma tomada de ação rápida, prática e eficiente.

Para que a empresa possa manter o aprimoramento contínuo de seus processos, produtos e serviços, a fim de oferecer a seus clientes qualidade com custo compatível ao mercado, definir estratégias competitivas é o básico para atingir a liderança no mercado da construção civil.

Mas como definir a estratégia competitiva mais adequada à sua empresa? Continue a leitura e se aprofunde no assunto.

O que é estratégia competitiva?

Segundo Michael Porter, uma das principais referências mundiais em competitividade estratégica e planejamento empresarial, estratégia competitiva “é a busca de uma posição competitiva no mercado, a arena onde ocorre a concorrência. A estratégia competitiva visa estabelecer uma posição lucrativa e sustentável, ou seja, as forças que determinam a concorrência da indústria”.

Portanto, podemos concluir que, para destacar-se em mercados muitas vezes saturados, é preciso que as empresas desenvolvam estratégias diferenciadas que irão surgir a partir do valor criado para seus potenciais clientes.

Valor é o que os clientes estão dispostos a pagar, diferente de custo, que se restringe ao valor financeiro do serviço ou produto.

O produto final oferecido é quase sempre o mesmo entre os concorrentes, seja para o dono de uma loja de materiais ou para o grande construtor e seus empreendimentos. Mas quais os diferenciais que seus serviços proporcionam que o coloca à frente dos outros? É aqui que se encontra o que define quem está no topo da concorrência de quem é somente mais uma empresa no cenário da construção civil.

Então, conhecendo este cenário, como criar uma estratégia competitiva que de fato seja eficiente?

Como montar uma estratégia competitiva

As 5 forças de Porter formam um modelo que posiciona a empresa no mercado a partir da análise da concorrência. Entenda como aplicá-las na elaboração da estratégia competitiva em empresas da construção civil.

As 5 forças de Porter são:

  • Rivalidade entre concorrentes;
  • Poder de barganha dos fornecedores;
  • Poder de barganha dos clientes;
  • Ameaça de novos concorrentes;
  • Ameaça de novos produtos ou serviços.

Para conseguir aplicar essa técnica, é preciso se aprofundar um pouco em cada conceito. Vamos entender cada uma das forças detalhadamente.

1. Saiba o grau de competição entre os concorrentes

O eixo central para criar uma estratégia baseada nas forças de Porter é identificar seus concorrentes e entender como você rivaliza com eles – esse é um ponto crucial da sua análise, que pode comprometer todo projeto quando mal executado.

Cuidado para não ser simplista demais e analisar superficialmente, conside todos os negócios parecidos como concorrentes diretos, o valor de um parafuso ou tipo de material usado em sua composição podem fazer total diferença. Você oferece imóveis totalmente finalizados? O tipo de acabamento ou projeto da construção podem ser fatores de peso na escolha do cliente. Oferece mão de obra especializada? Prazo e qualidade de serviços prestados podem te deixar à frente de seus concorrentes diretos ou te jogar no final da fila.

É preciso analisar primeiro quais são as empresas que concorrem o mesmo público com você, onde estão e qual seu poder econômico e financeiro, por exemplo. Ao criar um mapa do mercado, elenque as vantagens competitivas dos concorrentes e quais as suas estratégias e diferenciais para se destacar.

Quanto mais detalhado e bem definido seu grau de competição entre seus concorrentes, melhor será a implementação da estratégia competitiva em seu negócio.

2. Poder de negociação dos fornecedores

A sua empresa tem poder de negociação com os fornecedores? A logística é um aspecto que impacta muito nos prazos de uma obra, por exemplo, seja na hora de levar materiais da fábrica às distribuidoras ou das lojas aos canteiros de obra.

Dependendo do volume de pedidos ou da frequência de compra de produtos e serviços, prazo e preços podem variar, ou muitas vezes é possível criar um vínculo com este fornecedor para certos tipos de materiais ou para fornecimento de recursos produtivos de todo um projeto.

Mas, qual impacto essa relação pode causar na oferta de serviço ao cliente? Uma empresa que depende de poucos fornecedores pode ficar à mercê de sua oferta, preço, prazo e qualidade. Por isso, é importante ter um leque de relações e não depender de um ou outro fornecedor.

Então compare preços, prazos e amplie seus contatos para não correr o risco de depender de apenas de um grupo específico de fornecedores. Isso é muito importante, pois no caso de faltar pedra, cimento, areia ou quaisquer outros recursos indispensáveis em uma construção, você possui outros fornecedores para esses recursos e evita perda de prazos, custos adicionais no produto final, qualidade na prestação de serviços e por fim, má experiência do cliente.

É importante ter em mente que qualquer fornecedor pode optar por vender apenas para o seu concorrente a partir de amanhã, e te deixar na mão.

3. Ameaça de novos produtos

Um dos maiores erros dos empreendedores é se lançar no mercado acreditando que seu produto ou serviço são exclusivos e inovadores, sem concorrentes. Porém, tenha em mente que, por mais inovadora que seja sua ideia, é certo que existem diferentes formas no mercado para resolver total ou parcialmente a mesma questão.

Portanto, analise seus concorrentes que oferecem os serviços e produtos iguais aos seus e também aqueles que solucionam os mesmos problemas de outras formas para identificar de maneira mais fácil o que você tem ou pode ter de diferente para que as pessoas não pensem duas vezes antes de optarem pela sua marca.

4. Ameaça de entrada de novos concorrentes

Quais suas estratégias para impedir a entrada de novos concorrentes no seu mercado de atuação? Às vezes, esse ponto é deixado de lado pelos gestores, mas é fundamental ser planejado. É possível investir em algumas barreiras para atrapalhar a chegada de novos concorrentes, como patentes, marcas registradas, contratos de exclusividade e até se preparar para concorrências desleais.

5. Poder de negociação dos clientes

O poder de barganha dos clientes está em sua força de exigir preços melhores ou produtos melhores. No fim, são os consumidores (ou a falta deles) que definem o valor do seu produto ou serviço.

Por isso, o empreendedor deve buscar formas para não depender de poucos consumidores, e sempre tratar a todos com excelência, para garantir que o cliente não vá para a concorrência.

Para isso, é indispensável conhecer os preços, produtos e serviços ofertados pela concorrência para poder investir com eficácia na oferta de produtos e serviços inovadores e diferenciados que garantam a fidelização de seus atuais clientes e abram portas para novos consumidores, projetos e empreendimentos.

Ao passar pelas cinco fases e se alinhar com elas, você terá em mãos informações valiosas sobre as fraquezas e forças do seu negócio, além do panorama econômico em que atua na construção civil, estimulando a criação de estratégias cada vez mais criativas e eficientes.

Criar estratégias embasadas nesse conhecimento profundo e detalhado sobre todo cenário em que a empresa está inserida, com uma visão holística do negócio, é trabalhar com assertividade. Assim, o negócio pode se desenvolver de forma estratégica, planejada e inteligente.

A DIWE trabalha como parceira de empresas que desejam trazer essa profundidade à estratégia competitiva na construção civil, envolvendo marketing e negócios com resultados reais para empresas que querem crescer. Quer saber como fazer isso? Fale com um Diwer.

Taynar Costa
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