Cultura é o principal entrave para o avanço da construção civil no Brasil

A necessidade de mudar segue em ritmos diferentes em cada segmento do mercado. No da construção civil, historicamente mais tradicional e resistente a mudanças, a transformação digital ainda segue em passos lentos. Questões culturais e até mesmo a base de formação dos profissionais do setor são fatores que contribuem com esse cenário ainda de certa forma estagnado. 

Mas qual é o passo adiante que empresas da construção precisam dar rumo à transformação? Quais são os entraves que hoje não permitem que essa evolução aconteça de forma acelerada? Como os profissionais podem buscar inovação e conhecimento e quebrar esse isolamento em relação aos setores mais modernos? 

Acompanhe a seguir alguns insights que apontam novos caminhos para a construção civil

Empresas do futuro em um setor ainda apegado ao passado

As empresas que querem se destacar na construção civil primeiramente precisam estar abertas ao novo, rompendo a zona de conforto e começando por pequenas práticas e mudanças. Nem sempre uma inovação precisa começar grande, ela precisa simplesmente começar. Segundo Roberto de Souza, engenheiro, CEO do Centro de Tecnologia de Edificações – CTE e idealizador do núcleo EnRedes, a transformação começa por três pilares:

Sustentabilidade 

A otimização de recursos aliada a tecnologias que promovem eficiência energética e redução de custos são estratégias que se refletem em construções mais sustentáveis. Conceitos como green building precisam deixar de ser apenas conceitos e serem aplicados nos canteiros de obra. 

Industrialização 

Como falamos, a construção civil ainda é um segmento extremamente tradicional, que beira o artesanal quando visitamos qualquer canteiro de obra. A industrialização precisa chegar à construção para otimizar recursos e aplicar boas práticas já consagradas por outras indústrias. 

Tecnologias digitais 

Tecnologias digitais

Tecnologias relativamente simples já vêm trazendo mais agilidade e automatização para o segmento. Recursos como impressão 3D, realidade aumentada e internet das coisas podem ser ainda mais explorados para potencializar os resultados do setor e elevar a qualidade das construções. Estratégias digitais de marketing e comunicação também são efetivas para estar sempre à frente em um mercado muito competitivo. 

Os entraves para empresas e profissionais do setor 

Mudar uma cultura nunca é algo que acontece do dia para a noite e reside aí um dos principais entraves da construção civil no caminho para a digitalização. Isso porque é preciso pensar em estratégias para mudar a mentalidade de um setor inseguro e, apesar das recentes crises econômicas terem obrigado o setor a se movimentar, o avanço ainda é barrado por alguns fatores. 

Cultura conservadora

Em muitos casos a tecnologia está disponível, mas a mentalidade do setor ainda não quebrou a resistência para usá-la. O mercado da construção civil não compartilha a mesma visão, por isso, não chega a um consenso nem entende de fato a importância e os ganhos da digitalização da construção civil. Há também uma dificuldade em conectar os agentes da cadeia produtiva (fabricantes, construtoras, incorporadoras) para discutir inovações e impulsionar o crescimento. 

Dificuldades estruturais

A própria dinâmica do segmento não facilita a implementação de mudanças. A construção civil tem um ciclo longo e muitas obras levam anos para serem concluídas, o que significa que qualquer transformação nesse segmento acaba demorando mais. As mudanças que são discutidas hoje só poderão ser aplicadas no futuro, o que não estimula a vontade de mudar. A própria necessidade de industrialização, comentada acima, é barrada pela dinâmica do setor que é extremamente complexa – basta avaliar tudo o que precisa acontecer para um canteiro de obras começar a funcionar. 

Base educacional e políticas públicas 

O ensino em cursos de Engenharia e Arquitetura no Brasil, que poderiam ser a base para essa transformação, também não oferecem o conhecimento e as condições para que o profissional pense fora da caixa. No geral estamos falando de universidades tão apegadas ao passado quanto o próprio setor e muito distantes da vanguarda que esse tipo de transformação exige. 

Além disso, a ausência de um apoio governamental estruturado e de políticas públicas mais modernas e que incentivem que o movimento aconteça também representa um grande desafio para a construção civil. 

E a sua empresa, a quantos passos está da inovação? Quais estratégias coloca em prática para superar esses desafios? Acompanhe na íntegra a entrevista com o engenheiro Roberto de Souza para o ProTalks e veja quais movimentos o mercado está fazendo para colocar a construção civil brasileira no patamar de inovação e transformação que ela merece.

Equipe Diwe

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