UX Writing

Conheça as técnicas do UX Writing e melhore a experiência do seu conteúdo

A necessidade de pensar conteúdos para interfaces digitais fez surgir uma nova e crescente disciplina: o UX Writing. Ainda incipiente, o UX Writing dedica-se a construir conteúdos para interfaces digitais para que possam proporcionar uma boa usabilidade aos usuários. 

Ou seja, mais do que escrever bonito, a preocupação de um UX Writer é dedicar-se a construir boas jornadas por meio da construção de microcopys, textos e conteúdos para as interfaces digitais.

O princípio básico é tornar a jornada do usuário o mais limpa e sem fricções possível, de forma que ele navegue pelas interfaces sem pensar ou exigir demais do entendimento do que é preciso fazer naquela tela ou botão.

Existem técnicas de avaliação que permitem saber se o conteúdo atende alguns requisitos para proporcionar uma boa experiência. Isso é realizado por meio das heurísticas de conteúdo, que explicaremos ao longo do artigo.

As heurísticas são princípios básicos de avaliação de boas experiências, foram pensadas por Jakob Nielsen, criador das Heurísticas de Nielsen. Elas foram construídas durante seu período de trabalho na Sun Microsystem em que Nilsen começou a fazer anotações e testes de usabilidade trabalhando no conceito de usabilidade.Com base nas heurísticas de Nielsen, a autora e UX Writer Torrey Podmajersky construiu em seu livro “Redação Estratégica para UX”, princípios pelos quais os textos em interfaces digitais devem se guiar para proporcionar a melhor experiência ao usuário.

Para uma boa experiência o conteúdo deve ser

Acessível: O aspecto principal da usabilidade é a acessibilidade. Se os usuários não conseguem acessar a experiência, não podem usá-la. Por isso, é preciso medir a disponibilidade de idiomas dos usuários, nível de leitura e rotulagens.

Significativo: Certifique-se de que o texto UX é significativo para o usuário e para a organização. Para compreender o propósito do usuário é preciso ter claro como a experiência é para ele. Além disso, avalie se está claro para o usuário o que ele deve ou pode fazer para alcançar seus objetivos.

Conciso: O texto precisa ser de um tamanho visível e com ideias relevantes para quem o lê. Precisam ter botões com três palavras ou menos e textos com menos de 50 caracteres de largura e menos de 4 linhas de comprimento, pois as mensagens curtas são mais fáceis de serem escaneadas.

Dialógico: Construa os textos de forma lógica e utilize expressões que são familiares ao usuário. O mais importante é que a experiência use palavras e conceitos com os quais os usuários estão familiarizados e que essas sejam apresentadas em uma sequência que faça sentido.

Claro: Para ter clareza deve-se pensar nas palavras certas para que o usuário possa reconhecer de imediato o que é preciso fazer naquela interface, sem precisar pensar. Significa que as palavras estão fazendo todo o possível para ajudar o usuário a compreender a experiência.

A autora Torrey também apresenta em seu livro uma tabela para avaliação de conteúdo, você poderá utilizar a tabela adaptada abaixo para analisar o conteúdo da sua interface:
 

QUADRO DE AVALIAÇÃO DE CONTEÚDO UX PARA
Objetivos do usuário
Objetivos da organização
USABILIDADE
CRITÉRIOS COMENTÁRIOS SOBRE A PONTUAÇÃO 0-10
Acessível Disponível nos idiomas nos quais os usuários são fluentes.
Nível de leitura abaixo dos 7º (geral) ou 9º (profissional).
Todos os elementos disponibilizam texto para leitores de tela.
Significativo Está claro o que o usuário deve ou pode fazer para alcançar seus objetivos.
Os objetivos da organização são alcançados.
Conciso Botões têm três palavras ou menos; texto com < 50 caracteres de largura, < 4 linhas de comprimento.
A informação apresentada é relevante neste momento da experiência.
Dialógico Palavras, frases e ideias são familiares aos usuários.
Instruções são apresentadas em etapas úteis, em uma ordem lógica.
Claro Ações apresentam resultados inequívocos.
É fácil encontrar ajuda e informações sobre políticas.
Mensagens de erro ajudam o usuário a seguir adiante ou deixam claro quando isso não é possível.
Toda vez que um termo é usado, ele representa o mesmo conceito. 
Pontuação máxima 130

*Tabela adaptada do livro Redação Estratégica para UX, de Torrey Podmajersky

Para conhecer seus usuários faça pesquisas

Tudo certo, avaliou o seu conteúdo e percebeu que é preciso melhorar. Por onde começo?
Antes de tudo, é preciso conhecer seus usuários e isso acontece por meio de pesquisas exploratórias, observações em canais de relacionamento com cliente, conversas com times de suporte e vendas. Para compreender as necessidades, desejos e poder construir suas personas.  
E falando especificamente sobre conhecer o usuário, Bruno Rodrigues, autor e UX Writer, aborda algumas técnicas de pesquisa em seu livro “Em busca de boas práticas em UX Writing”.

As pesquisas e testes são itens fundamentais para compreender o vocabulário do usuário e validar os conteúdos. Seus resultados devem ser considerados na hora de construir jornadas, textos e conteúdos nas interfaces que pensam em boas experiências para os usuários. Para aprofundar o assunto você pode acessar a entrevista de Bruno Rodrigues sobre os testes de conteúdo por aqui.

Uma observação importante é que não é só de conteúdo que se vive uma boa experiência, para tornar essa experiência o mais fluida possível é preciso pensar em diversos elementos, além do conteúdo, como elementos visuais e a performance (tempo de carregamento das informações, por exemplo).

Por isso, times de produto são multidisciplinares compostos por Product Designers, UX/UI Designers, UX Researchers, UX Writers e Desenvolvedores e podem variar de empresa para empresa.

Ao considerar os diversos elementos para tornar a sua interface com uma boa experiência, e poder proporcionar tudo isso ao usuário, o seu site será bem reconhecido pelo Google dentro dos seus critérios de pontuação para um bom ranqueamento na hora das buscas.

Ou seja, duas necessidades são atendidas: uma boa experiência ao usuário leva o Google a considerar o seu site como relevante na lista das buscas (SEO agradece).

Se você, assim como eu, procura melhorar a experiência do seu usuário em suas interfaces e precisa entender melhor sobre processos em times de produto chama para uma conversa por aqui

 

Carolina Moro é jornalista, Mestre em Comunicação Midiática. Trabalha com Marketing de Conteúdo e está iniciando no mundo de produto e experiência do usuário.  

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Equipe DIWE
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