Como estruturar a cultura de um time de marketing de alta performance para 2020

[INSIGHTS] Como estruturar a cultura de um time de marketing de alta performance para 2020

Em um mundo onde as tecnologias estão cada vez mais democratizadas, onde toda e qualquer empresa – das micros às multinacionais – tem acesso às tecnologias de mais alta ponta, que há um tempo atrás jamais sonhavam em utilizar, ao mesmo tempo em que tudo isso nos traz um leque infinito de possibilidades, também carrega consigo um enorme desafio em saber quais delas fazem sentido para a sua empresa.

Soma-se à esse desafio, a complexidade de criar boas e novas experiências aos clientes que, como bem sabemos, estão cada vez mais exigentes e munidos de dados.

Em um primeiro momento, parece que todos esses pontos acima se referem apenas estritamente à tecnologia, mas num olhar mais profundo, ao refletirmos um pouco, creio que se tratam de pessoas e como elas, como um time, conseguem responder a esses desafios da forma mais eficiente, entregando resultados com baixo custo e no menor prazo. Vai dizer que não é isso que ouvimos constantemente de vários gestores?

Neste artigo pretendo passar por 5 dos principais desafios que temos ao construir uma cultura organizacional que podem estar impedindo do seu time desempenhar e entregar melhores resultados. O objetivo não é listar uma receita infalível mas sim abrir esses desafios e questionar como viemos tratando cada um deles. Vamos lá!

1. Falta de integração entre áreas e pessoas

Este é um problema fácil de ser identificado mas que se instalado e enraizado na cultura se torna complexo de ser resolvido. O primeiro exercício que se deve fazer aqui é entender o quanto a falta de integração pode afetar drasticamente o dia-a-dia na sua empresa. Abaixo listo alguns dos principais problemas:

  1. Falta de clareza sobre as responsabilidades: é aquele velho ditado, “se não sabe quem deve chutar a bola, ela ficará quicando”.
  2. Ineficiência operacional: a ineficiência operacional nos traz prejuízos financeiros, são aqueles momentos em que boa parte das entregas das pessoas passam por refações.
  3. Desorganização das informações: o quanto os dados que sua empresa manipula estão organizados? 
  4. Comunicação com ruído: por onde o time se comunica? Está claro quais são esses canais e o objetivo de cada um deles? Caso não esteja, há uma grande chance de conversas estarem sendo repetidas diversas vezes por pessoas e em momentos diferentes.
  5. Desmotivação do time: se não incentivamos a integração entre as pessoas, elas não criam vínculos e muito menos se relacionam.

Não há uma receita de bolo para resolver os problemas de integração mas creio que investir bem em registrar com clareza o papel de cada um da equipe e até onde eles vão pode ser um início. Bem como adotar plataforma de comunicação, como o Slack, que é uma ferramenta super fácil de utilizar para se comunicar e organizar as informações do projeto, sem contar nas integrações com outros sistemas que automatizam muito o acesso às informações mais relevantes da empresa.

Um outro elemento que destaco é a formatação do time em squads, termo muito em alta nos últimos anos ao se popularizar em empresas de tecnologia – como Spotify, Netflix, Uber e tantas outras – que tem como objetivo ser formado por times multidisciplinares (ex: planejamento, redator, designer, BI, social media e desenvolvedor) que se beneficiam de metodologias ágeis para fazerem entregas de valor em curtos espaços de tempo, o que pode se tornar em um bom diferencial competitivo.

2. Ter líderes que não priorizam as pessoas

Desenvolver líderes não é um desafio novo para qualquer empresa. Cada dia mais as organizações têm se conscientizado sobre a importância e o impacto da liderança no clima organizacional, na saúde emocional e psicológica dos colaboradores, no nível de comprometimento das pessoas e, consequentemente, nos resultados do negócio. 

E como sabemos, liderança pressupõe relacionamento, e verdadeiros relacionamentos são baseados em confiança. Logo, sem confiança não existe liderança.

E para a construção natural dessa relação de confiança, rituais como one-on-ones onde líder e liderado conversam de forma transparente sobre os problemas do dia-a-dia, onde colocam as expectativas de ambos os lados e estabelecem metas e objetivos que são acompanhados assiduamente, são ferramentas fundamentais para sustentar de forma sólida uma equipe consistente.

3. Não ter o mindset: mais upload e menos download

No RD Summit de 2019, o palestrante Gary Vaynerchuk marcou os participantes do evento com a frase “faça mais upload e menos download!”. O que ele quis dizer com isso foi que já está mais do que na hora de você e seu time começar a produzir conteúdo com consistência e frequência, independente do formato, só comece.

Aqui entra aquela máxima de que “a forma mais eficaz de aprender é ensinando”.

Incentive o time a gerar conteúdos que fomentem e ajudem o time interno, numa etapa de onboarding de um novo colaborador, por exemplo. Tenho certeza que diariamente ocorrem conversas super ricas e relevantes entres as equipes onde dali poderiam ser gerados artigos, vídeos ou até podcasts.

Sem contar que todo esse movimento vai expor muito mais a empresa e seus colaboradores, contribuindo significativamente para suas estratégias de inbound marketing [link para artigo da DIWE].

4. Definir objetivos sem clareza

Todo profissional de marketing já está cansado de saber o quanto traçar objetivos são importantes para garantir que todos do time estejam mirando os esforços para o mesmo lugar e também para que na rotina, possam refletir sobre se estão trabalhando nos projetos corretos.

Mas mais do que isso, o que reforço aqui é o quanto essas metas são claras para todo o time. De nada adianta ter metas que somente o board/gestores tenham entendimento e que o time que vai puxar no dia-a-dia esteja descolado.

Portanto, construa junto com o time, faça com que todos compartilhem as ideias e levantem as principais dores e assim evidenciem o que mais faz sentido buscar naquele momento.

5. Ter fornecedores ao invés de parceiros!

Quando se fala em time, lembre-se dos parceiros, eles também fazem parte da sua estrutura. Com esse mindset muda a forma como enxergamos essa relação entre duas empresas. Não tratar o parceiro como fornecedor tem a ver com entender que para que qualquer estratégia ter resultados significativos passa por estabelecer que entre todos os envolvidos as responsabilidades são divididas de forma equilibrada. 

Na prática, não se pode terceirizar 100% o seu trabalho, e sim em delegar para o parceiro de forma correta e organizada, deixando clara as expectativas, se mostrar presente durante a execução e garantir que na etapa final seja validado, que dêem os feedbacks e compartilhe os resultados para aprendizados em futuros projetos.

Sempre se trata de pessoas

Para concluir, retomo o que citei no início, creio que sempre vai se tratar de pessoas e como suas relações se dão dentro de uma organização. Priorizando este fator, estamos dando foco ao principal desafio das empresas e a consequência disso é acertar o pino central do boliche que fará com que os demais pinos (obstáculos) passem a ser derrubados um após o outro.

Me diz aí nos comentários, quais outros desafios você enxerga em sua equipe e organização e que merecem ser discutidos 😉

  • Quem escreveu: Edgar Fonseca, um CXO (Chief Experience Officer) apaixonado por pessoas e por tudo o que aprende no dia-a-dia com elas. Há mais de 10 anos atuando na área de Marketing, pensando e entregando experiências voltadas para os desafios dos negócios dos clientes.
Taynar Costa
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