Quem é o CEO do futuro?

Ao ouvir ou ler a sigla CEO (Chief Executive Officer) a primeira imagem que vem à mente é a de um homem em sua sala, em frente à mesa, ocupando a maior cadeira de uma grande corporação. A segunda, é de um de seus assessores chegando para trazer alguma notícia quente.

Se foi algo próximo disso que você imaginou, saiba que isso está mudando – se é que já não mudou completamente. As salas fechadas deram espaço a ambientes abertos e integrados, onde quase não se percebe a hierarquia. As relações estão mais horizontalizadas. E, ao invés de uma figura masculina, a cadeira mais cobiçada da empresa está cada vez mais diversificada.

Não, você não está tendo um déjà vu!

Mas onde você já viu isso? Nas startups, com certeza. Esses negócios iniciantes, quase sempre ligados à combinação de inovação e tecnologia, estão mudando paradigmas e talhando CEOs do futuro. São conduzidos e mantidos por jovens empreendedores.

Cerca de 60% dos CEOs de hoje reconhecem que a cultura organizacional tem mudado diante da presença dos Millennials — essa geração dos nascidos entre os anos 1979 e 1995. É bem provável que CEOs do futuro pertençam a esses jovens que têm transformado as empresas onde trabalham.

Mas qual seria o perfil de CEO que organizações do futuro precisam?

O perfil do CEO do futuro

Quer saber qual será a cara do CEO futuro? Olhe para as startups de hoje. Afinal de contas, são essas empresas que estão fazendo os movimentos disruptivos, de mudança em várias indústrias e mercados. E abraçar a tecnologia é um dos fatores importantes para garantir uma cadeira no mundo dos negócios que está se formando no horizonte.

Hayley Freedman, CEO da startup CHARGit, especializada em fornecer cargas para celulares em ambientes públicos, defende que esse modelo de empresa permite mudanças de rápidas de direcionamento. Segundo ela, é possível “tornar o negócio mais enxuto, se aprofundar no mercado, fazer mudanças e pensar sobre elas, pensar fora da caixa”.

Todas as vantagens de adaptação que têm uma startup são espelho para o perfil do profissional que a conduz. Além disso, a pesquisa Forbes Insights aponta o que é ou não importante para ocupar este cargo:

  • Ter mente aberta e curiosidade (46%)
  • Aprender rápido (36%)
  • Ter comprovado e registrado o caminho do sucesso (19%)

Ou seja, não é preciso ser um líder que ocupou vários cargos de topo de hierarquia. Basta que você seja capaz de começar um negócio, torná-lo um sucesso e conseguir se antecipar as mudanças que o mercado precisa.

Ou seja, no fim, o sucesso de um CEO está intimamente ligado ao sucesso da empresa que ele lidera e dos profissionais que ajuda a desenvolver.

Quais são os papéis do CEO

Hoje (e sempre) o CEO já é a grande referência de uma companhia. No futuro, ele se firmará cada vez mais como inspiração a profissionais que desejam trilhar o caminho do empreendedorismo. Afinal, empreender será a nova fonte de recursos da humanidade.

Então, entre as principais funções do CEO de hoje e do futuro estão:

  • Liderar os caminhos da empresa;
  • Desenvolver times;
  • Prever movimentações de mercado;
  • Pensar na cultura organizacional;
  • Desenvolver a tecnologia;
  • Mediar a relação humano-máquina.

Esse último papel é bastante importante para a configuração do mercado e da vida no futuro. Você tem dúvidas?

CEO na transição humano-máquina

Você sabe que as máquinas estão se tornando cada vez mais inteligentes, a ponto de se igualarem e até superarem a capacidade humana de raciocínio. Estamos apenas a alguns anos desse acontecimento. Esse robôs capazes de desenvolver conhecimento ocuparão a vaga de trabalho de 4,3 milhões de humanos até 2021.

Já se imaginou como um deles?

Pois é, essa parte do futuro não parece amigável. Por isso, entre os grandes papéis do CEO está a mediação entre humano e máquina. Isso porque as empresas privadas estão mais aptas a reagir a essa mudança do que o próprio Governo, tendo em vista a morosidade e burocracia nas decisões deste último.

E, em meio a essa relação, o papel governamental será o de taxar o uso de robôs para gerar equilíbrio. Eis, então, outro fator que o CEO do futuro deverá enfrentar. Tudo isso somado aos desafios de seu mercado de atuação que, certamente, será atravessado por tecnologias que prometem estar presentes em praticamente todos os negócios.

Outro ponto importante nesse mix: maioria dos CEOs que nos conduzirá à era da máquina não é nativo digital e não lidera uma empresa de tecnologia. Eles galgaram espaços, ao longo das últimas décadas, graças a características muito humanas como empatia, carisma, intuição, visão, coragem e networking.

Compreender a tecnologia costumava ser muito menos importante antes. Hoje, não mais. Assim como também não é possível um líder deixar de lado a alteridade.

Mas quem são os CEOs que ditam o futuro hoje?

CEOs que traçam o futuro hoje

O homem mais rico do mundo de toda a história moderna é o dono da Amazon. A empresa de Jeff Bezos começou com o comércio de livros para se expandir a diversos mercados. Hoje, a companhia é a maior varejista online e se aventura na produção cinematográfica e no oferecimento de entretenimento audiovisual via streaming.

“Todas as minhas melhores decisões nos negócios e na vida foram feitas com o coração, intuição e coragem… Não análise”, ensina Bezos durante entrevista no Clube Econômico de Washington.

Outro CEO inspirador é Tim Cook, o homem que substituiu Steve Jobs à frente da Apple. Se hoje as oportunidades do mundo digital estão como estão, devemos agradecer a empresa que praticamente inventou o smartphone e a possibilidade de realmente consumir e se relacionar por meio de um aparelho feito para ser mais do que um telefone.

Algumas pessoas veem inovação como mudança, mas nós nunca a consideramos desta forma. É tornar as coisas melhores”, evidencia Cook.

Para o CEO do futuro, não há lugar para ego.

O desafio mais importante para a adoção de novos modelos ou tecnologias de negócios é outro fenômeno tipicamente humano: a cultura. É sobre como nos sentimos sobre o novo, como vemos nosso lugar na organização e interagimos com outros seres humanos, e o que valorizamos. Os CEOs precisam usar seu carisma para moldar culturas que saúdam a mudança. Afinal, ainda seguiremos pessoas, não máquinas.

E você, como tem participado desse mercado? Quer fazer parte do futuro? O que tem feito hoje para isso acontecer?

Equipe Diwe

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